quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Gustav Klimt, o Nelson Rodrigues das telas!

"O Beijo" - 1907-1908
Se você nunca ouviu falar em Gustav Klimt, vai saber quem é ao descobrir quem é o artista por trás de um dos quadros mais conhecidos de todos os tempos, a tela ao lado, "O Beijo". Nascido em Viena, em 14 de julho de 1862, ele foi um pintor considerado simbolísta. Estudou em escolas de artes, teve dois irmãos também pintores e chegaram até a fundar uma companhia de artes. 

Destacou-se no movimento Art Nouveau austríaco e foi um dos fundadores do movimento da Secessão de Viena. Foi membro honorário das universidades de Munique e Viena. Entre suas obras ele possui pinturas, murais, esboços e outros objetos de arte.

Foi um homem apaixonado, além da arte, por mulheres, e quantas mulheres ele amou... Eram a sua maior inspiração para suas obras. Passou por diversas fases, até chegar a fase dourada, onde usava e abusava de folhas e pó de ouro em seus quadros. Usava técnicas que até hoje não foram descobertas. 

"O Beijo" é um quadro tão visitado que os especialistas não conseguem tirá-lo de exposição para desvendar seus mistérios. Existem detalhes em alto relevo, que desconfiam que foram feitos de algum material como gesso, e após isso, recoberto com uma folhas de ouro, mas é só teoria.

No detalhe do rosto feminino.
Originalmente o título do quadro era "Os Amantes", mas que foi alterado depois. Ele apareceu pela primeira vez em uma exposição, e não era da maneira que o conhecemos hoje. Ele estava inacabado. 

Muitos detalhes foram incluídos quando a exposição terminou, como o manto do homem, flores na manga do vestido da mulher, mais flores e mais cores. Alguns quadros de Klimt eram assim, feitos por etapas. Até hoje existe a discussão de quem seriam os dois modelos do quadro. Muitos dizem que o homem é o próprio Klimt, e que a mulher é uma de suas amantes, Emelie. 

Algumas de suas outras amantes ou modelos, alegaram ser a mulher desse quadro, mas nenhuma até hoje foi confirmada. Fica o mistério de que ela realmente seria. Muitas simbologias foram teorizadas nas obras de Klimt, como as formas geométricas adotadas. No manto masculino, vemos formas mais retas, como quadrados e retângulos, o que remete ao masculino, e no manto feminino, formas geométricas mais circulares e flores que a adornam. Klimt exaltava muito a mulher em suas obras, e toda a sua feminilidade.

Como toda obra controversa, muitos dizerm que o homem toma a mulher em seus braços, sendo ela submissa. Outros dizem que Klimt quis mostrar uma mulher que diz não ao homem, que mostra sua vontade, virando o rosto para o sexo oposto e o afasta, com sua mão. De uma maneira ou outra, todas as vezes que vi esse quadro, pensei ter notado que a mulher encontrava-se em uma posição desfavorável, por estar a beira de um penhasco, com os pés contraídos e de rosto virado para o homem que tenta lhe beijar. 

Ele chegou a fazer algumas obras com o mesmo tema (abraço entre homem e mulher), e alguns esboços. Dizem que ele mesmo não possuía  intimidade mais sentimental com suas amantes, e talvez, por sentir falta, ou não entender a falta dela, tenha criado tantas obras com casais mostrados quase sempre em posições diferentes  de abraço, na maioria, mais próximo de um abraço sexual do que um simples abraço. Existem várias teorias em torno dessa obra, e teria de ficar muitos posts aqui para me aprofundar mais, mas hoje não é dia de "O Beijo", é dia de Gustav Klimt. É dia de você saber mais sobre esse artista.

"As três idades" - 1905
 Nessa mesma exposição, Klimt apresentou esse quadro, que segue uma linha semelhante de alinhamento e estilo. "As três idades" marca as três fases de uma mulher, a velhice, a juventude e a infância.

É um quadro um pouco mais sombrio, mas consegue transmitir a tranquilidade da criança, a vitalidade da jovem e a tristeza da senhora de idade. 
Klimt conseguia traçar em suas obras linhas que tornavam a pele do modelo jovem, ou com idade avançada. Esses traços ele usou em diversas obras, onde retratou a morte e doenças.
No detalhe






No detalhe: Klint adorava retratar mulheres, ainda mais ruivas. Traços realistas, formas geométricas, indicações de divindades femininas, são todos sinais de uma obra de Klint, nessa fase dourada.






"Gold Fish"
1901 - 1902






Mais uma vez retrata ruivas e mulheres bem a vontade. A modelo desse e do quadro abaixo são a mesma mulher, que não me recordo agora o nome. Ela era sua musa e uma de suas amantes. Klimt conseguia captar olhares e trejeitos de cada uma e transformá-los em detalhe único em sua obra. A sensualidade vai além dos olhos, através da expressão do corpo e suas bocas entreabertas.


"Dânae" - 1907 - 1908







A chuva dourada que escorre por entre as pernas dessa mulher, segundo Klimt, é Zeus, disfarçado de chuva de ouro, fertilizando essa mulher.

Formas geométricas e ruivas...ouro! Klimt!





"The Beethoven frieze" - 1901 - 1902

 Essa é uma pintura na parede externa de um palácio em Viena,  homenageando Beethoven. O mural todo é conhecido como "O friso Stoclet". Dividiram uma obra do compositor, e Klimt desenhou cada passagem dela com a representação que lhe veio a mente.

Outras obras foram encomendadas e devido ao teor erótico, foi visto como mau gosto, e retirado de exposição de uma universidade. Klimt devolveu o pagamento e alguns anos depois as obras foram queimadas.
Gustav Klimt


Sorriso infantil, mente criativa: Klimt!
Klint morreu em 6 de fevereiro de 1918, acometido de um derrame. Seus quadros hoje, valem milhões e conhecer um pouco deles, é considerado de bom gosto, apesar do teor erótico que eles carregam. Espero que esse post tenha te incentivado a buscar mais sobre obras de arte, e ainda mais desse grande artista. Cultura sempre é bom!

Existe um filme sobre ele, estrelado por John Malkovich, "KLIMT". Ainda não vi, mas vale a pena procurar para ver. Se conseguir achar e assistir, comento aqui.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Vapt vupt dos filmes da semana, até agora:

Avatar: Finalmente consegui assistir esse filme, mas não foi 3D, foi no computador mesmo, mas pelo menos assisti, certo? Vamos a história: "Na distante lua Pandora, um herói relutante embarca em uma jornada de redenção e descoberta, liderando uma batalha heróica para salvar a civilização. O filme foi ideializado por Cameron há 14 anos, quando ainda não existiam meios para concretizar suas idéias. Agora, após quatro anos do trabalho de produção real, Avatar, nos proporciona uma inovadora experiência de imersão total no cinema, em que a tecnologia revolucionária que foi inventada para realizar o filme se dilui na emoção dos personagens e na história arrebatadora." Essa é a pior sinopse que eu já vi na minha vida! Tá certo que eu não devia propagar essa porcaria, mas eu precisava meter o pau nela em algum lugar. É o tipo de sinopse que quase não fala do filme, só paga pau para o diretor...
Ok, vamos ser sinceros? Temos que pagar pau para o Cameron. Porque? Olha o histórico do cara! Ele dirigiu Exterminador do futuro I e II, Aliens, True Lies, entre outros. Só filme "titânico"! Ele teve a capacidade de escrever e dirigir essa bela história. Porque a pagação de pau? Poxa, sem querer comparar, mas já comparando, Tolkien foi considerado um gênio por criar todo um mundo, uma lingua. E qual a diferença entre "Senhor dos Anéis" e "Avatar"? São mundos criados, um povo, um idioma, uma cultura. O filme em si, não tem nada demais. Tem uma boa história, uma boa qualidade de efeitos, e um bom diretor, a inovação está exatamente no fator da criação total, e Cameron ser o pai dos Navi!
Temos que respeitá-lo, e não sei ainda se foi justo ou não o filme "Coração Louco" ter ganho o oscar no lugar de "Avatar", porque ainda não o assisti, mas entre um mundo novo e lindo e uma história de um cantor de country, aparentemente, o filme de Cameron parece ter mais enredo e ser mais interessante.
É mais um filme de extraterrestre que me faz ter vergonha de ser humana, assim como já comentei no filme "Distrito 9", que coincidentemente, foi produzido por Peter Jackson, o mesmo diretor de "Senhor dos Anéis". O mundo do cinema dá voltas...
Posso ter odiado a história de Jack e Rose em Titanic, mas respeito os detalhes que o Cameron reconstruiu no navio e no seu acidente. Assim como em Avatar, temos que respeitar sua visão, seus personagens e sua ambição. Existem planos de continuação, para Avatar 2, em 2013. Podemos imaginar que os vilões (nós), irão tentar novamente destruir um planeta alheio, para ganhar sempre vantagem, sem se preocupar em manter a vida do planeta. Fizemos isso com o nosso planeta, porque nao com o alheio? 
Faltou comentar sobre o elenco. Sam worthington estava lá! E sinceramente? Me supreendi com o rapaz. Não vou elogiar sua atuação, que não é pra tanto, mas o trabalho de emagrecer a perna dele, poxa! Não sei se foi efeito, se foi real. Mas se Christian Bale emagreceu mais de 20 kilos para compor um personagem em "O operário", porque Sam não poderia ter emagrecido as pernas? Bem, sabe-se lá! A melhor atuação dele até hoje, na minha opinião, mas, salvo dizer que suas melhores expressões faciais se deram maquiado, e modificado por computação gráfica, como Navi....só assim para criar expressões. Mas o filme é bom. Vale a pena. Não parece que são quase três horas.

Nota: 8


Salt: Filme estrelado pela nossa adorada Angelina Jolie, veja a sinopse alheia: "Antes de se tornar agente da CIA, Evelyn Salt (Jolie) prestou juramento de servir e honrar o seu país. Ela colocará o seu juramento em prática, quando um desertor russo a acusa de ser uma espiã russa. Salt foge, usando todas as sua habilidades e anos de experiência como agente infiltrada para conseguir escapar dos seus inimigos, proteger o seu marido e fugir dos seus colegas da CIA."

Jolie começa o filme loira, e graças a deus passa a ficar morena depois, fica bem melhor! Bobeira a parte, apostei com uma amiga que já tinha visto o filme, em quanto tempo eu matava a história. Em um minuto e trinta segundos, matei a charada. O filme é legal, ela está super heroína, praticamente a versão feminina do James Bond. Na verdade, pelo que fiquei sabendo, esse papel era originalmente de um homem, chamaram o Tom Cruise pra fazer, mas ele rejeitou, porque não queria sua imagem associada a outro personagem como o da trilogia do "Missão Impossível", Ethan Hunt. Ok, ele rejeitou? Angelina aceitou! Bom pra gente! Adorei! Um misto de Lara Croft com aquela guria de "O procurado" (que ainda não vi inteiro), mas pelo que pude ver, parece. Uma personagem forte, como Taranta teria feito, e uma história de espionagem que gosto de ver. Desde "As Panteras", eu tinha me decepcionado muito com espiãs, mas esse filme devolveu a minha felicidade sobre esse esteriótipo. Posso dizer esteriótipo sem ser perjorativo? Enfim... por mais que tenha matado o filme no começo (por favor, alguém tem algum desafio de verdade pra mim? tenho matado todos os filmes logo no começo e já está perdendo a graça),  o enredo se desenvolve muito bem. Bons efeitos, bons atores e bom tempo gasto. Assista!


Nota: 8

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Filmes que vi nos últimos dias:

Olá meus "leitores"! Desculpe pela ausência, mas muita coisa tem acontecido comigo ultimamente. Esse post tem dois meses de filmes vistos e acumulados, mas não são muitos, portanto colocarei em um só post. Vamos lá!
 
Prince of Persia - The Sands of Time: "Dastan (Jake Gyllenhaal) é um menino de rua da Pérsia no século VI. Após mostrar coragem em um mercado, ele é adotado pelo rei como o seu herdeiro. Quinze anos depois, Dastan se junta à Princesa Tamina (Gemma Arterton) para resgatar as Areias do Tempo, um presente dos deuses que controlam o tempo, das mãos do vilão nobre Nizam (Ben Kingsley)" CtrlC + Ctrl V, mais uma vez.
 
 Jake Gyllenhaal se empenhou para o papel. Algumas pessoas brincaram que agora ele tirou a imagem que tinha criado com o filme "O segredo de Broukback Mountain".
O que achei: Baseado no jogo de mesmo nome, quem já jogou garante que é muito fiel a história. O filme começa com uma cena onde Dastan corre pelas ruas da cidade, pulando de telhado em telhado, cenas que existem também no jogo. Quando vi essas cenas pensei, "O le parkour foi criado pelo principe Dastan!", mas não é que um especialista fez as cenas? Dizem que foi o próprio Jake na maioria das cenas, e que foi assim que ele ganhou essas curvas. Bem, a história é legalzinha, o elenco é legal, dá pra perder quase duas horas de filme. Talvez não tenha me empolgado tanto por eu não conhecer a história original, mas, como filme e entretenimento, vale a pena ver. Bons efeitos especiais.

Nota: 5
 
 Invictus é um poema britânico de 1875, escrita por William Ernest Henley e, 100 anos depois, tornou-se parceiro de Nelson Mandela na prisão de Robben Island, onde cumpria pena de trabalhos forçados. “Não importa o quanto é estreito o portão e o quanto seja repleta de castigos a sentença, eu sou o dono do meu destino e capitão da minha alma”, diz o poema, que Mandela lia para não enlouquecer. O filme dirigido por Clint Eastwood, que pelo jeito adora dirigir um filme sobre esportes. 
Além de amar o rugby, e ser jogadora, também gostei desse filme por ver como uma pessoa pôde unir um povo, dividido por cores, através de um esporte elitista e que por si só separava um país. Está certo que até hoje, na Africa do Sul, o rugby é um esporte de brancos, ou pelo menos adorado mais por brancos, mas ainda assim, uniu um povo, e o filme é lindo de se ver.
Passei a admirar muito o Mandela. Ele é um homem de visão, paciente e bondoso. É realmente difícil de se conseguir entender, como alguém que passa tanto tempo preso, possa não guardar recentimentos. Assista, você vai aprender sobre história, sobre pessoas e sobre esse homem que ainda vive e que tem tanto para nos ensinar.
Um time que vinha perdendo jogos atrás de jogos, que não tinha em suas arquibancadas o seu povo e que só tinha um jogador negro, consegue ganhar a copa do mundo de rugby, com apenas algumas conversas de Mandela com o capitão do time, Francois Pienaar (Matt Damon), que consegue transmitir para seu time a garra de ganhar pelo povo que eles pouco conheciam. É aquele tipo de filme que arrepia nas cenas finais. Vale muito a pena ver. Recomendo. As cenas são muito fiéis ao que realmente aconteceu. Roteiro de Anthony Peckham, baseado em livro de John Carlin.

Nota: 9,5
Shrek para sempre: "Depois de várias aventuras, Shrek virou um homem de família. Ao invés de ficar assustando os moradores locais, agora, o ogro verde vive dando autógrafos. Mas o que aconteceu com o valente marido de Fiona? Pensando no passado, quando realmente se sentia como um ogro, Shrek assina um contrato com o falante Rumplestiltskin, que resulta em uma tragédia. Sua vida muda completamente, ele passa a viver em mundo que é o oposto do Reino Tão Tão Distante, em que os ogros são caçados. Além disso, ele e Fiona perdem seus postos, já que Rumplestiltskin toma os seus lugares ao se tornar o rei. Agora, só Shrek pode desfazer seu erro, salvando seus amigos, sua terra que corre risco e mostrar a sua esposa Fiona que realmente a ama."

Filme bom, engraçado. Achei melhor que o terceiro. Tem algumas cenas que a gente ri, e para, ri e para. Como por exemplo, o garotinho com cara de homem grande falando: faz um urro! Só vendo para saber. Mas gostei do filme. Assista pra saber como seriam os personagens que a gente já conhece, se eles não se conhececessem.

Nota: 7

Stardust: "O jovem Tristan (Charlie Cox) tenta conquistar o amor da bela e fria Victoria (Sienna Miller) indo em busca de uma estrela cadente. A jornada o leva a uma terra esquecida e misteriosa além dos muros da cidade. Nessa odisséia, Tristan encontra a estrela, que se transformou numa garota fascinante chamada Yvaine (Claire Danes).
Mas Tristan não é o único à procura da estrela. Os quatro filhos vivos de um rei (Peter O'Toole) - sem falar dos espíritos de seus três irmãos já falecidos - competem pela estrela na disputa pelo trono. Tristan também terá de enfrentar a feiticeira má Lamia (Michelle Pfeiffer), que pretende usar a estrela para recuperar a juventude.
Ao lutar para sobreviver a todas essas ameaças - encontrando pelo caminho um pirata, o capitão Shakespeare (Robert De Niro), e o suspeito negociante Ferdy, o Receptador (Ricky Gervais), Tristan vê sua missão mudar: ele precisa ganhar o amor da estrela, agora que descobriu o verdadeiro amor.".
Robert De Niro como um afeminado pirata é muito engraçado.

É um filme que parece ter saído de sonhos meus. Aliás, dos meus livros, que são fruto dos meus sonhos. É uma idade média, misto com magia e humor. Muito bom. Adorei. É um filme que vi na tv, diferente dos outros que vi em dvd ou no cinema. Quando saiu nas telonas eu não fiz questão de ver, não sei porque, mas não me arrependo agora de ter assistido. Engraçado, poético e bem bolado. Só podia ter saído da cabeça de uma pessoa bem imaginativa como o Neil Gaiman, já que é baseado no graphic novel dele e de Charles Vess. Recomendo.

Nota: 8,5

Lua Nova: "Logo após Bella completar 18 anos, Edward decide deixá-la para trás em um esforço para protegê-la. Com uma tristeza inconsolável, Bella atravessa seu último ano de escola dormente e sozinha e descobre que ela pode chamar a imagem de Edward sempre que se coloca em perigo. Seu desejo em estar com ele a qualquer
custo a leva a assumir riscos cada vez maiores, incluindo um novo gosto por passeios de motocicleta em alta velocidade. Quando Bella perambula sozinha em um prado, ela se vê cara a cara com um mortal adversário. Apenas a intervenção de uma matilha de lobos extraordinariamente grandes a salva de um terrível destino e o encontro torna assustadoramente claro que Bella ainda está em grave perigo. Em uma corrida contra o relógio, Bella descobre o segredo antigo da tribo Quileute e a verdadeira motivação de Edward para sair de sua vida. Ela também enfrenta a perspectiva de uma reunião com seu amado, que acaba sendo muito diferente e mais perigoso do que ela esperava.".

Como imaginei, é como o primeiro: filme água com açúcar. Historinha bonitinha, o lobisomen é mais bonito e mais emotivo que o vampiro, ambos lutam pela mesma garota sem sal. Pra quem gosta, foi legal. Minha mãe já viu diversas vezes. Vai entender.

Nota: 3

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Lady Gaga quer mais do que ser a próxima Madonna!

Quando escutei pela primeira vez a música nova da Lady Gaga, "Alejandro", achei idiota. Fica repetindo várias vezes o nome do cara. Depois, com o tempo, como costuma acontecer, acabei me acostumando e gostando da música. Ao prestar mais atenção nela, notei uma leve semelhança no estilo Madonna de cantar e dos acordes. Mas, a tacada final foi quando assisti ao clip. Poxa, tinha como ser mais óbvia? É Madonna do começo ao fim! Fui assistindo e vendo as semelhanças. Descaradas. Depois fiquei até sabendo que deu um auê entre as duas por esse motivo. Se inspirar é uma coisa, copiar é outra completamente diferente. 

Para visualizar melhor, dei um print em uma montagem que fizeram e colocaram no youtube, comparando os clipes do "Alejandro" com outros da Madonna:
As fotos ficaram pequenas, clique nelas para ver maior: Cena do começo do clipe. A primeira tela é sempre de clipes da Madonna, o segundo, da Lady Gaga.

Dançando a mesma coreografia. Primeiro Madonna, depois Gaga.

Mesma coisa da foto acima.

Ambas engolindo coisas estranhas.

Cantando com o cenário atrás pegando fogo.

Sentadas sexy, fumando.

Sem maquiagem e com roupa cor de pele.

Preto e branco, agarrando e sendo agarradas por homens na cama.

Vista de cima, dançando com homens.

Cantando meio que rezando... é Gaga, explica isso!

Até rolou um "fight" entre as duas no Saturday Night, mas era encenação...será que foi antes ou depois do clip infame?

Para tirar o climão do post, tem bonequinhas das duas de papel, parar colocar roupinhas, não é fofo? rs


E pra terminar, elas até sairam juntas com a Amy Winehouse, no gibi da Mônica, isso que é moral! Ou não.

domingo, 13 de junho de 2010

Assista: Capitu!

 Casal da obra "Dom Casmurro", Bentinho e Capitu.
Capitu foi uma microssérie brasileira, exibida pela Rede Globo em dezembro de 2008, com cinco episódios de mais de meia hora cada,  com direção geral e de núcleo de Luiz Fernando Carvalho. A produção foi uma homenagem ao centenário de morte de Machado de Assis, autor do romance no qual a série se baseia, "Dom Casmurro". Devido a problemas com orçamento, a história se passa no prédio do Automóvel Club do Brasil, no centro do Rio. Que fique aqui, para constatação futura, que amei o lugar. É o tipo de imóvel que eu gosto de sair pela cidade para fotografar. Prédio antigo e esquecido, que serve de cenário, tanto para cenas internas quanto externas. Lembro-me de que, quando foi ao ar em 2008, eu não consegui acompanhar, já que saía toda noite, e ao chegar em casa, o episódio já tinha chegado ao fim. Baixei recentemente para poder assistir seus detalhes, e confesso não ter me arrependido.
Capitu na fase adolescente e fase adulta. Letícia Persiles e Maria Fernanda Cândido, respectivamente.
Não sei se aguém conseguiu passar a adolescência sem ter lido essa obra, já que geralmente, ela é obrigatória em quase toda as escolas. Lembro-me de ter que ler, obrigada é verdade. Nessa época eu achava que livros como esse eram complexos, devido a linguagem, e eu não ia muito além do que estava escrito. Lembro de ter gostado do livro "O cortiço", mas é difícil encontrar quem tenha gostado, pelo menos quando leu nessa época. Lembro-me ainda da descrição dos olhos de Capitu, como "olhos de cigana oblíqua e dissimulada" ou "olhos de ressaca". Foi realmente um marco na literatura brasileira, e concordo com a forma de passá-la para as nossas telinhas. Já foi retratada em peças, e filmes, onde a própria Maria Fernanda Cândido encenou pela primeira vez a personagem marcante, Capitu. Escolha bem feita, ela realmente tem olhos de cigana oblíquoa.
 Capitu e Bentinho conversando no "portão".
A história começa como no livro, com Bento de Albuquerque Santiago, (Bentinho na infância e Dom Casmurro mais tarde, que como ele mesmo descreve no livro, "...casmurro, é um homem calado e metido consigo..."), que sofre com a promessa de sua mãe, que ao perder o primeiro filho, faz uma promessa que se o seu segundo filho "vingar", ele seria padre. Apaixonado por sua vizinha, uma garota simples e realmente dissimulada, Capitolina, mais conhecida como Capitu, o convence a persuadir o agregado de sua mãe, a ajudá-lo a não seguir a vida católica e assim ficando os dois juntos. São apenas crianças, com seus quinze anos, mas que vivem um amor inocente.
 Prima Justina, José Dias e Dona Glória.
Como convencer uma viúva carola que seu filho não seguirá a vida católica? Com muito jeito, José Dias, agregado que fôra antes advogado de seu pai, vai fazendo aos poucos a cabeça de Dona Glória. Na casa moravam Dona Glória, uma viúva com seus quarenta anos, seu irmão, Tio Cosme, viúvo e sua prima Justina, também viúva. Vivam eles de aluguel de casas e terras, e possuíam boa vida. No dia que Bentinho segue para o seminário, faz uma promessa para Capitu, e ela para ele, de que só se casariam um com o outro, e mais ninguém.
 Michel Melamed, como Bentinho, já na fase Dom Casmurro. Quieto, metido consigo.
A narrativa é toda contada por um Bentinho amargo, solitário e rancoroso, como no livro. Ele entra em suas próprias lembranças e dá sua opinião sobre cada situação que ele mesmo vivera no passado. Aliás, nao posso deixar passar esse parágrafo sem antes parabenizar o ator Michel Melamed, por sua ótima atuação e narração. Perfeito!
 Pierre Baitelli como o amigo Escobar.
No seminário, Bentinho conhece Ezequiel de Sousa Escobar, mais conhecido como Escobar. Se tornam grandes amigos. José Dias consegue convencer Dona Glória a tirar Bentinho do seminário e seguir a carreira de advogado. Após anos fora, Bentinho volta já homem formado e casa-se com Capitu. Escobar casa-se com Sancha, melhor amiga de Capitu. Seguindo bem a vida, Escobar tem uma filha com sua esposa, e dá-lhe o nome de Capitolina, homenagem a Capitu. Bentinho se vê atormentado por ainda não ter filho. Um dia vai sozinho à uma peça, mas volta antes de acabar. Surpreende então, quase saindo de sua casa, seu amigo Escobar, que queria lhe falar, mas acha melhor deixar para outro dia. Ao subir ao quarto, Capitu que havia dito estar passando mal, estava bem. Desconfianças a parte, algum tempo depois Capitu tem um filho, a quem dão o nome de Ezequiel, retribuindo a homenagem a Escobar. 
 Bento e seu filho Ezequiel. O pequeno Fabrício Reis que interpreta o pequeno Ezequiel. Já o elogiei pelo papel no filme "Feliz Natal".
Bentinho que já havia se mostrado ciumento desde criança, começa a reparar semelhanças entre seu filho e seu amigo Escobar. Capitu alega que são apenas manias de crianças de imitar as pessoas mais próximas, apesar das semelhanças também serem físicas. Em um jantar, Escobar diz ter uma surpresa, e sua esposa Sancha conta a Bento que seu marido planeja uma viagem a europa, para todos os quatro. Sancha demonstra algo que faz com que Bento se sinta culpado por sentir atração pela esposa de seu amigo. Na manhã seguinte, Escobar morre nadando na praia. Durante o funeral, Bento sente mais ciúmes ao ver o olhar de Capitu para Escobar, falecido em seu caixão. Após esses fatos, ele acaba se afastando de seu filho, e chega ao absurdo de gritar ao menino que não era seu pai. Capitu não nega, nem confirma ao ser confrontada por Bento, de que Ezequiel era filho de Escobar. Ela tem a idéia de ir até a Suécia, e lá permanece até a sua morte. Ezequiel acaba retornando para morar com Bento, que se choca ao vê-lo já crescido, e como se parecia com Escobar. Bento se manteve afastado de seu filho, que decidiu viajar com colegas, e durante a viagem acabou morrendo. Tio Cosme e sua mãe também já haviam falecido, e não lembro de ter mencionado o que acontecera a prima Justina, mas Bentinho, ou Dom Casmurro, acaba sozinho, imaginando o que teria acontecido, mas não tendo certeza alguma dos fatos. 
Os cenários também são uma obra prima. Mesmo que o local não seja um grande teatro, as cortinas, os móveis, as músicas, tudo é muito teatral, poético posso assim dizer. Com Black Sabath, Janis Joplin e Marcelo D2 na trilha, entre outros, vemos uma salada musical que deu muito certo. Ainda temos a música tema, "Elephant Gun", da banda americana Beirut, que é linda. Existe também a cena em que estão em um baile, e logo na entrada recebem ipods. Misturando roupas e costumes do século XIX, e coisas da atualidade, que são inseridas na produção. Como no começo, onde se explica o porque do apelido de Dom Casmurro, que se passa dentro de um metrô. A cena em que mostra Escobar nadando, o mar é retratado com tecidos que sobem e descem, algo bem teatral. A atriz que faz Capitu na juventude, é vocalista de uma  banda, que também toca na trilha, e foi encontrada durante um show. Ela poussuí uma tatuagem no braço, que não foi escondida durante as gravações, e ainda a reproduziram no braço de Maria Fernanda Cândido. A microssérie é mesmo apaixonante. Não imagino que alguém possa não ter gostado. Lindo como uma obra clássica, recomendo que você assista, e espero que goste como eu gostei. Ótimos atores, ótimo texto, ótimos figurinos e ótimas locações, tudo isso torna a microssérie ótima. Fiquei com vontade de reler a obra, hoje mais madura. Fiquei com vontade até de ver uma peça do Dom Casmurro. Ganhou diversos prêmios. Merece! Será que não rola essa peça aqui em Ribeirão Preto? Quem sabe rola. Obrigado Globo, às vezes vocês dão bola dentro! =D

Nota: 10

sábado, 5 de junho de 2010

Trauma: Meu primeiro filme em 3D!

Após o fiasco na tentativa de ver "Avatar" e "Alice in Wonderland" em 3D no cinema, eu já tinha desistido de tentar ver algum filme 3D. Mas no dia do meu aniversário, que caiu numa quinta-feira de feriado, fomos até o shopping para ver "Prince of Pérsia". Acontece que eu tinha visto errado o horário, e acabamos mudando de opção. Escolhemos então "Fúria de Titãs". Eu sou insistente. Mesmo tendo lido diversas críticas sobre o filme (ruins), nós (eu e meu marido), tentamos ver o tal filme, em 3D. Para minha surpresa não havia uma enorme fila, só uma pequena. A sala lotou, na entrada recebemos o óculos embalado em plástico, devidamente higienizado (espero) e nos preparamos para a mágica do cinema moderno (ou não, esse recurso é antigo já).
 Ray Harryhausen, mestre na técnica stop-motion e seus monstros do filme de 1981.
 
 Fúria de Titãs (Clash of the Titans), de 2010, é um remake de um filme de mesmo título, de 1981 (o ano que nasci). Eu lembro de ter assistido esse filme, em alguma sessão da tarde da globo. Filme com bonecos como monstros, em stop-motion. Hoje os filmes não precisam mais dessa técnica, todos contam com a ajuda da computação gráfica, que cria monstros maiores, mais assustadores e mais perfeitos. Um dos poucos adeptos dessa antiga arte, é o meu querido diretor Tim Burton, que não foge as suas raízes do stop-motion. Porque o título eu disse "trauma"? Porque, ao pagar o dobro do ingresso, esperamos realmente assistir algo em 3D. Eu devia ter desconfiado, porque antes de começar, a garota ao meu lado comentou com o namorado: "ouvi falar que esse filme não foi gravado em 3D". É... acho que ela tinha razão.
 Perseu no filme de 1981 e de 2010, ambos com a cabeça da Medusa em suas mãos.

Antes de começar, havia um anúncio de como são os filmes 3D, e eu tive a sensação das palavras voarem de dentro da tela para sobrevoar as poltronas da sala. Imaginei: "Uau, esse filme vai ser emocionante com esse recurso!", mas não foi bem assim. A única coisa que percebi ser em 3D eram as legendas. Ao tirar o óculos, não dava para ler a legenda, o que era possível ler com o óculos. As frases pareciam sobrepor as imagens, o que entendo que seria o intuíto do recurso. Mas e o filme em si? Paguei R$ 22,00 (na verdade paguei metade) para ver frases em relevo? Fui enganada. Quero meu dinheiro de volta! Claro que não pedi de volta, porque sou boba, assim como todos os bobos que pagaram para ver frases em 3D.
 Perseu de 1981 e equipe e atores de 2010.

Sobre o filme: Tristemente, o novo filme não tem muito a ver com o original. Aprendi que além de "adaptção", que tende a mudar a história e tende a manter somente o tema, "remake" também tem o mesmo sentido. A idéia principal foi mantida, sobre Deuses do Olimpio irados com a humanidade, mas não segue a mesma história e mesmos personagens. Baseado na lenda de Persus, da mitologia grega, a primeira versão era inglesa, a segunda, norte-americana. Segue diferenças grotescas da primeira versão para a segunda:

Em 1981: O Rei Acrísio se vinga de Zeus, que engravidou sua filha, jogando-a no mar, junto com seu filho recém nascido, Perseu, em uma arca de madeira.   
                                                           
Em 2010:O Rei Acrísio se vinga de Zeus, que engravidou sua esposa, jogando-a no mar, junto com seu filho recém nascido, Perseu, em uma arca de madeira.                   
                 
Em 1981: Perseu se salva, junto a sua mãe e vivem felizes em outra ilha, até Perseu ficar adulto.

Em 2010: Somente Perseu se salva, e é criado por um casal de pescadores, que tem uma filha quando ele tem uns dez anos, e vivem na porbreza, até encontrarem com o irmão de Zeus, Hades, que acaba mantando a família de Zeus.

Em 1981: Calibos, filho de Tetis, deusa dos mares, era o jovem escolhido para casar-se com a princesa Andrômeda, filha da rainha Cassiopéia, herdeira da rica cidade de Joppa. Zeus confia a Calibos a proteção dos poços da Lua; ao invés disso, Calibos caça, aprisiona e mata tudo o que vive por lá, incluindo os rebanhos sagrados e os cavalos alados de Zeus, com exceção do cavalo alado Pégaso. Por punição, Zeus transforma Calibos em um monstro, forçando-o a viver como um pária por pântanos e brejos. Sua mãe furiosa pelo destino do filho, decide que, se o filho não pode desposar Andrômeda, então nenhum outro homem o fará. Perseu é trazido por Tetis de sua ilha natal para Joppa. Ele fica sabendo sobre Andromeda e seu drama: ela não pode casar-se a menos que o pretendente responda corretamente a uma adivinhação, dada por Calibos. O pretendente que não responder corretamente ao enigma, é queimado vivo, preso a uma estaca. Usando diversos presentes dados a ele pelos Deuses do Olimpo, incluindo o cavalo alado Pégaso, e um capacete de invisibilidade dada por Atena, Perseu descobre a solução do enigma. Perseu é quase capturado por Calibos mas decepa sua mão com uma espada (outro presente divino, este dado pela deusa Afrodite). Assim, na cerimônia de casamento, realizada em seu Templo, quando a Rainha Cassiopéia atreve-se a comparar a beleza da filha à da própria deusa, Tetis enfurece-se. Sua estátua cai, quebra-se e sua cabeça ganha vida exigindo que Andromeda seja sacrificada a um monstro marinho (o Kraken), em 30 dias, e ainda mantendo-se virgem. De outro modo, o monstro detruiria Joppa.      
  
Em 2010: Não existe Calibos na nova versão, nem ao mesnos Tetis. O vilão é Hades, irmão de Zeus que é o Deus do Olimpo, e irmão de Poseidon, rei dos mares. Hades que fora condenado a viver no submundo, convence Zeus e outros deuses que os homens não os respeitam mais. Zeus havia os protegido durante muito anos, já que os homens foram criados por ele. Os Deuses se mantem fortes de acordo com as orações dos humanos, que alimentam seus poderes. Hades convence Zeus que ao deixá-los com medo, eles voltaram a fazer orações por eles. Com isso, Zeus autoriza Hades a libertar o monstro Kraken, colocando medo em toda uma cidade. Aparecendo em uma festa de comemoração, quando a rainha compara a beleza de Andrômeda aos deuses, Hades diz ao povo que entregue a princesa ao monstro Kraken como forma de sacrifício, e se caso não o façam, o monstro  destruirá toda a cidade. Descobrem então que Perseu é filho de Zeus, e para vingar a morte de seus pais por Hades, Perseu aceita o desafio e busca ajuda que destrua o Kraken, sem que para isso precise entregar a princesa. Ele então conhece Io, uma mulher condenada a imortalidade, que o segue desde a infância, que parte com ele e um grupo de guerreiros para destruir o monstro do mar. No meio da empreitada, ele ganha um presente de Zeus, uma espada.

Em 1981: Perseu procura por um meio de derrotar o Kraken, quando Zeus ordena que Atena dê sua coruja a Perseu, ela, ao invés disso, pede que Hefestos construa uma coruja mecânica, chamada Bubo. Bubo guia Perseu até as bruxas, três velhas cegas possuindo apenas um único olho para enxergar. Perseu apodera-se do olho e obriga as bruxas a revelarem que a única forma de derrotar o Kraken é através do uso da cabeça de outro monstro, a Medusa, que foi antes uma bela mulher mas, por ter-se atrevido a fazer amor com Poseidon no templo de Atena, foi punida e transformada num monstro horrível. Ao cruzar o olhar com a Medusa, qualquer mortal era convertido em pedra. Ela habitava a Ilha da Morte, alcançada através da travessia do rio Estige, no centro do mundo subterrâneo. Perseu chega até lá e mata o monstro ao cortar-lhe a cabeça, utilizando-se do reflexo refletido no interior de seu escudo, sem olhar diretamente o monstro de frente. Ao voltar, Perseu ainda enfrenta e mata Calibos, usando a espada de Afrodite.

Em 2010: Perseu sai em busca de três bruxas velhas, que possuem somente um olho. Antes de sair ele tira de dentro de um baú uma corujinha de ferro, que na verdade é uma homenagem ao filme original, que possuía Bubo, que guiava Perseu até as bruxas. Perseu apodera-se do olho e obriga as bruxas a revelarem que a única forma de derrotar o Kraken é através do uso da cabeça de outro monstro, a Medusa, que foi antes uma bela mulher mas, por ter-se atrevido a fazer amor com Poseidon no templo de Atena, foi punida e transformada num monstro horrível. Ao cruzar o olhar com a Medusa, qualquer mortal era convertido em pedra. Ela vivia no mundo subterrâneo, e Zeuz dá uma moeda para Perseu atravesar o rio dos mortos. Perseu chega até lá e mata o monstro ao cortar-lhe a cabeça, utilizando-se do reflexo refletido no interior de seu escudo, sem olhar diretamente o monstro de frente. Ele enfrenta Acrísio, com a espada que ganhara de Zeus, que mata Io. Acrísio acaba morto.
                                                                             
Em 1981: No momento em que Andromeda ia ser sacrificada ao Kraken, Perseu aparece, montando Pégaso, e transforma o Kraken em pedra, utilizando a cabeça da Medusa. Perseu liberta Andrômeda e casa-se com ela. Perseu e sua Andromeda foram transformados em constelação por ordem de Zeus, bem como Pégaso e Cassiopéia.
Em 2010: Ele retorna montando em Pégaso, o cavalo alado, no momento que Andromeda estava amarrada, sendo entregue pelo povo ao Kraken, transformando o Kraken em pedra com a cabeça da Medusa. Perseu liberta Andrômeda. Ele vai embora, e Zeus, como forma de agradecimento por trazer a fé dos humanos nele, traz de volta dos mortos Io, e vivem felizes.

Entre semelhanças e diferenças, não sei se o filme se salvou. Acho que ainda prefiro o original. Vou ver se acho para baixar, e fazer uma comparação com a memória mais recente.

Nota: 2
Cenas mais marcantes do original de 1981.
Fica aqui então, meu último comentário sobre esse post: Sam Worthington é o novo Steven Seagal. Quando o vi pela primeira vez em "Exterminador do Futuro IV" achei que ele era um bom ator. Achei que sua cara de mau encarado era de acordo com o papel, mas ao vê-lo em outros filmes, do mesmo jeito, começo a me perguntar se ele não tem só essa cara. Bem coisa do Steven Seagal, o homem de uma expressão só!

terça-feira, 1 de junho de 2010

Eu sou um Comic Relief!

Você sabe o que significa "Comic Relief"? Além de uma instituição que arrecada fundos na inglaterra, essa é uma expressão usada para um personagem que tem a função de acrescentar humor à narrativa, quebrando situações de drama ou suspense. Aprendi isso uma vez que estava lendo um comentário sobre o filme "Piratas do Caribe", onde comentavam que a dupla de piratas, Pintel and Ragetti, eram a dupla comic relief do filme.
Pintel and Ragetti

Estive pensando...acho que sou um comic relief! Sempre faço os outros rirem em situações sérias ou tensas. Resta agora saber de quem é a história que faço parte, da minha vida, ou dos outros? Acho que sou coadjuvante, mas os outros me acham comediante...Vai entender...Segue uma lista de Comic Relief, para que fique mais claro ainda:

- Ronny Weasley de Harry Potter;
- O pateta com relação ao Mickey;
- O Peninha em relação ao Pato Donald;
- Jar Jar Binks os andróides C-3PO e R2-D2 em Star Wars;
- Q em relação a James Bond;
- Merry e Pippin em relação a Sam e Frodo Bolseiro (em O Senhor dos Anéis);
- Gimli nos filmes de O Senhor dos Anéis;
- Marcus Brody em relação a Indiana Jones;
- Salsicha e Scooby em relação à turma de investigadores em Scooby-Doo;
- Capitão Haddock, Professor Girassol, Dupond e Dupont em Tin-Tin;
- Equipe Rocket em Pokémon (anime);
- Michelangelo em Tartarugas Ninja;
- Timão e Pumba em The Lion King;
- Flash no desenho Liga da Justiça;
- Presto e Eric no desenho Caverna do Dragão;
- Marshall Flinkman na série Alias;
- Faustão na Globo.