segunda-feira, 20 de abril de 2009


"Sou um monte intransponível no meu próprio caminho. Mas às vezes por uma palavra tua ou por uma palavra lida, de repente tudo se esclarece."

Clarice Lispector

domingo, 19 de abril de 2009

Shine Like New!

Achei essa foto na net. Muito bem feita, uma boa sacada. Nessas horas eu me pergunto: Porquê desisti de ser publicitária?

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Gosto de criar padrões.

Cá com os meus botões, estive me perguntando na quarta-feira: porquê eu nunca tratei melhor o meu cabelo? Sei que pareçe bobagem a primeira lida, mas foi então que percebi que tenho diversos padrões. Corto o cabelo com a mesma pessoa, há 15 anos. Faço as unhas com a mesma pessoa, há mais de 10 anos. Quando vou a barzinhos, que frequentemente vou, uso sempre a mesma cabine do banheiro. Se está ocupada, eu nem uso. Como toda quarta em um restaurante porque tem feijoada. Como todos os outros dias em outro lugar porque tem outro prato que gosto. Seguindo padrões eu acabo não saindo da minha louca rotina, loucuras que me lembrou Sheldon Cooper, o personagem do seriado "The Big Bang Theory". Meus amigos nerds conhecem, se você que está lendo, também é nerd, também conhece esse seriado que adoro.
Nunca tinha entendido porque me identificava tanto com o Sheldon. Ele é visto como uma pessoa chata, neurótica, que não pode ser contestado. Ele tem dias certos para tudo. Quarta é dia de tal comida, quinta de outra, assim por diante. Não só com comida que ele tem padrões. Senta sempre no mesmo lugar na sala, tem o dia de ir a loja de quadrinhos e por aí vai. Acho que me identifiquei porque ambos gostamos de seguir uma rotina, para que o mundo não desabe. No meu caso eu abro algumas excessões, pouquíssimas, mas no caso do Sheldon...
Agora, eu nunca cuidei melhor do meu cabelo porque ainda não achei um lugar bom o suficiente, porque quando eu encontrar irei lá sempre, por muitos e muitos anos. É uma escolha difícil. Agora que há a consciência de que faço isso, será que vai ser mais fácil ou mais difícil tomar outros rumos nos meus hábitos? É...e nem coloquei todas as minhas manias aqui. Esse é outro assunto, fica para outro post. Se la vi!

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Apple: Feriados.


Apple não entende feriados religiosos. Não comer carne, jejum... Nada disso faz sentido para ela. Sua criação foi negligenciada por seus pais em diversos aspectos, e a educação religiosa foi um deles. Não foi batizada em igreja nenhuma, nunca foi a uma missa, nunca viu um padre e tão pouco sabe o que se conta na biblía, se nunca a leu.
Quando há um feriado na semana, ela sabe que não irá trabalhar, mas não sabe o motivo. Sete de setembro, vinte e um de abril ou dez de abril. São apenas datas, dias que sabe que pode se programar para viajar, ou para ficar mais tempo só em seu apartamento.
Acostuma-se a dizer "vá com Deus", "Deus me livre", "aí meu Deus", mas ela só fala da boca pra fora. A vaga idéia de Deus que ela possa ter é de um senhor, que teve um filho que foi crucificado, e só. Dizem que ele fez a terra e tudo que há nela. Mas Apple lembra-se de ter aprendido na escola sobre evolução.
No natal ela sempre esperou por um presente, na páscoa por um ovo de chocolate, e não vê mais significado do que isso. Na semana santa come-se peixe, mas ela não gosta de peixe. Come o que então? Como ela não vê sentido, ou tão pouco significado, ela come o que quiser.
Também não sabe porque escrever "Deus" com "D". Ela imagina que por respeito, já que é como uma pessoa mais velha, bem mais velha que todas as pessoas.
Apple não sabe quem ao certo foi Jeová, Maomé, Jesus, Buda ou qualquer outro personagem importante em diversas religiões.
Ela vai continuar ganhando ovos de páscoa, e presenteando seus amigos, como assim fazemos até hoje quando é aniversário de alguém. Se natal é aniversário de Jesus, porque quem ganha presente é a gente? Tem coisas que não fazem sentido...
Não importa para ela o porque. Apple já perguntou diversas vezes o motivo de feriados assim, e como não significa nada para ela, como é irrelevante, ela sempre esqueçe. Então parou de perguntar.
E se alguém diz para ela "vá com Deus", ela responde "fique com ele", sem nem saber porque. Apple vai curtir o feriado, sem importar mais nada.

sábado, 4 de abril de 2009

Happy Holi!

Procurando sempre na net, achei um site onde são postadas fotos bem interessantes. Achei essas bem alegres e acabei postando. Para quem vê novelas globais, viu cenas como essa na novela das oito (que começa as nove) "Caminho das Índias". O Festival Holi, chamado também de Festival das Cores, é feito em março para comemorar o início da primavera em algumas cidades da Índia. Durante o Holi, que dura cerca de dois dias, as pessoas vão para as ruas, saúdam a nova estação dizendo “Happy Holi” (feliz Holi, em inglês), e, principalmente, jogam pós coloridos e água com tinta para espantar coisas ruins. Tem toda uma lenda, mas vamos ficar só com as fotos que são ótimas. O site é esse, e fica a dica para visitá-lo: http://www.boston.com/bigpicture/ Simpáticos indianos, felizes com a lambança!
Me lembra a cena em Matrix 2, onde o povão em Zion faz algo parecido nas cavernas...rs A graça do dia deve ser melecar os outros. Imagine-se fazendo isso com seu chefe! Ei la iá! Lindas cores, ótimas fotos! No momento exato! E como ficam os olhos e o pulmão depois da brincadeira? Um dia desses no Brasil acabaria em morte. Imagina alguém jogando esse pó, ou água com tinta em uma pessoa briguenta? É...tem coisas que é melhor deixar como está. Mas o Holi deve ser bonito de se ver. Já temos o carnaval onde jogam água nos foliões, só falta a tinta!

sábado, 28 de março de 2009

Para Otakus!


Achei essa imagem na net, e achei bem legal. Unir um ícone como "Os Simpsons" em fomato de mangá, é demais! Como um estilo diferente pode mudar a forma de ver os personagens, aproximando-os mais da forma real. Muito joinha!

quarta-feira, 25 de março de 2009

Auto-propaganda!


Título auto explicativo (não sei mais onde e quando usar hífen, então vou usá-los aleatoriamente). Homens geralmente fazem auto-propaganda em círculos de conversa masculina. Mulheres fazem auto-propaganda em todo e qualquer lugar. Só não faz se tiver algo mais importante para pensar.
Não adianta a mulherada ficar brava comigo, porque é pura verdade. Exaltamos roupas novas, calçados novos, bolsas, brincos, tudo que for visível e até o que não está a vista. Mulheres conversam sobre desempenho ou frequência sexual, sem nenhuma inibição, como se todas tivessem feito sexo na mesma casa, com paredes finas.
Homens geralmente não comentam sobre sexo, se for com a esposa, noiva ou namorada. Rola algo do gênero se for uma ficante, um rolo, uma aposta... Daí então, rola a auto-propaganda de que conseguiu.
Não importa o assunto, ninguém se coloca pra baixo, ninguém assume que não é capaz. Todo mundo tem um quê de publicitário. Eu, por mais que tenha me formado nisso, assumo: faço propaganda o tempo todo! Meu patrão acha que sou a melhor funcionária, meu marido acha que eu sou uma ótima esposa e assim vai...
Tem dias que sou capaz de jurar que eu devia ter seguido a carreira de modelo. Os dias que eu acho que seria modelo da Ultragás, eu prefiro não compartilhar.
Para os dias que estou bem comigo, e posso me olhar no espelho sem medo, fica ai a minha foto, que infelizmente não está na Av Presidente Vargas, mas já tá valendo. Meu rosto por ai já é uma grande auto-propaganda positiva...

sábado, 14 de março de 2009

A procura do Gold Fish perfeito!


Como uma boa amante de peixes, eu gostaria mto, de tatuar um no meu corpinho. O problema na verdade é "qual desenho que posso usar?". O Gold Fish seria um peixe japonês, ou kinguio, na cor laranja. Não gostaria de fazer uma carpa no estilo que várias pessoas têm, pq seria comum demais. Com certeza terei que procurar um bom tatuador, que saiba fazer bons desenhos. Enquanto não encontro, fica aí a foto de uma carpa que tirei no jd japonês no nosso bosque municipal de Ribeirão Preto, e um desenho bacaninha que achei na net, mas é pequeno e um tanto bizarro, mas quem disse que eu não gosto de bizarrice?

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Apple!


Gostaria de lhes apresentar uma pessoa que volta e meia estará por aqui. Seu nome é Apple, uma personagem de um conto meu que não foi adiante, mas tenho muita simpatia por ela, e postarei aqui alguns de seus textos:

Diamantes
" Compre um diamante! Visite seus pais! Seja normal!Quem não quer? Importa se alguém não quiser ser? Apple acorda todos os dias desejando que o mundo tenha mudado, que não seja feio não decorar datas de aniversário, que não haja problemas em não devolver a pergunta "como está você?".
Há problema em não ter interesse pela vida alheia? Apple acorda hoje pensando em quantas mentiras ela terá que contar até o dia terminar. Marcou de sair com as amigas porque essas não paravam de insistir em "curtir a noite". Ou elas saíam, ou iríam em sua casa. Fingir na rua ela consegue, em casa não. Elas cobram que ela faça mais parte de suas vidas...
Para Apple basta saber que elas estão vivas e bem. Se não estiverem, para tudo existe remédio. Ela não é fria, ela só não gosta de futilidades. Para coisas importantes, atenção. Para frivolidades, descaso.
Mas não basta querer um anel de diamante para ser normal. Se você não gosta de jóias: estranho. Se não liga para os amigos: estranho. Se não fala frases prontas quando encontra pessoas que não vê a muito tempo, como "e ae, como vai? Casou? Fez faculdade? Tá trabalhando na sua área?": estranho.
Se Apple fizer tudo o que um normal faz, ela estará fingindo, e não é ato de fingir que é estranho? Ela veste sua máscara de sorriso, já que se você não sorri, é sinal de algo errado, e todos virão lhe perguntar o que há! Ela não estará disposta a responder, e lá vai ela fingir: está tudo bem!
Ela passa seu baton, escolhe a sombra dos olhos de acordo com a roupa que separou. Após o café, vai até o estacionamento. Respira fundo e diz para si mesma: Vamos lá!
Todo dia é uma atuação, uma diferente da outra. Cada dia Apple descobre novas máscaras, e ela nem sabe mais qual é o seu verdadeiro rosto. Talvez só quando está em casa, sozinha, quieta, que ela é ela mesmo. Não está quieta porque está triste, só está querendo paz.
No fundo Apple sabe que só está esperando o circo voltar na cidade, para rir de verdade.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Assistir, ou não assistir, eis a questão: Dancer In The Dark


O filme é sobre: Uma jovem operária se vê em dificuldades devido à sua frágil saúde e precisa juntar dinheiro para pagar a operação de seu filho. Ela tem um vizinho mão boba que só vê a oportunidade de usar seu dinheiro. Ela tenta de tudo para que seu filho não acabe ficando cego como ela. Lançado em 2000.

Tentei ver esse filme por mais de três vezes, e não conseguia sair dos primeiros 15 minutos. Tomei coragem e quase dois meses depois consegui vê-lo inteiro. Não posso dizer que tive raiva ao vê-lo até o final, mas posso dizer que o filme me surpreendeu. Imaginei que além dos motivos que descreverei abaixo, o enredo e a atuação de Björk me decepcionaria muito. Terminei o filme chorando feito um bebê, coisa muito, mas muito rara mesmo de acontecer. Leia abaixo alguns motivos que escrevi quando só havia assistido 15 minutos e depois direi a minha conclusão do filme.

Três motivos para não ver esse filme (ou ficar com pé atrás para se ver):
1- Tem vários estúdios, de diversos países, o que me faz pensar se o filme é muito bom ou ruim;
2- Os enquadramentos e a gravação em si é bem diferente, lembra algo de "A Bruxa de Blair" e não é uma lembrança boa. Enquadramentos e seqüências que parecem terem sido gravadas com câmeras amadoras;
3- Tem a Björk no filme! Só esse item já valeria para não ver o filme, mas como eu gosto de coisas que geralmente ninguém gosta, eu me arrisquei a assistir, mesmo que tivesse a Björk, porque curto sua música louca. Ela poderia nos surpreender, ter uma boa atuação, mas não é o que aparenta (primeiros 15 minutos), nem para mim nem para os muitos que criticaram esse filme. Ela mesmo, depois de terminar as gravações, disse que nunca mais faria um filme, mas não sei se disse isso por perceber que é medíocre na atuação ou porque brigou com o diretor...vai saber!
Sinceramente? A atuação dela não foi medíocre, o personagem que tem uma inocência tão grande que chega a irritar. Mas indico para quem ficou curioso, e para quem nunca chora em filme, esse talvez mude a sua percepção nos últimos 30 minutos de filme!

Apesar de ser um musical, e eu não gostar muito de musicais, acredito que as melhores partes são as que Björk canta e dança. Quando estão na linha de produção, Björk faz música com sons da fabrica. É a hora em que você sai da monotonia do filme, que só tem um ritmo, e entra em algo mais alegre. Os quarenta minutos ate o musical se arrastam, a partir dele passam mais rápidos.

Outro fato a ser encarado, são duas horas e vinte e quatro minutos, é ter paciência, lembre-se, começa a ficar interessante a partir dos 40 minutos...

Nota: 7